Prefeitura estuda mudanças em estacionamentos para melhorar mobilidade urbana
Viabilizar estratégias de mobilidade urbana para um trânsito saturado pela crescente frota de veículos – são 80 mil registrados em Guarapuava – é um dos desafios impostos à administração Cesar Silvestri Filho. Para garantir melhorias, algumas ações estão em trâmite ou estudo, como melhorias em sinalização, ampliação de número de vagas regulamentadas no Centro, investimento em tecnologia semafórica e na fiscalização do Guaratran (Departamento de Trânsito de Guarapuava). Em entrevista concedida ao Diário por ocasião dos 100 dias de governo, questionado sobre as medidas que estão sendo tomadas quanto ao planejamento e organização do trânsito, Cesar Filho citou entre as primeiras a melhoria de sinalização horizontal das vias urbanas. “Perceba que não tem um ano que foi feito o recapeamento asfáltico e a sinalização já está apagada, isso por má qualidade da tinta, dos equipamentos que foram adotados. Fizemos mutirões no Jardim das Américas, no Guará e na Palmeirinha, com pintura na pista, sinalizações de preferencial, placas – dispositivos que não havia nessas regiões”, apontou. Cesar Filho classificou a falta de vagas para estacionamento no Centro da cidade como uma de suas preocupações no tocante à mobilidade urbana. “Recebemos estudos que encomendamos para a reorganização do número de vagas no Centro, a ampliação de vagas regulamentadas e um sistema mais eficiente de controle”, afirmou. “Temos que permitir que o comércio de rua, tradicional e fortíssimo, continue competitivo mesmo com a vinda de um shopping. Um dos grandes atrativos de um shopping center, sem dúvida alguma, é a conveniência do estacionamento”, acrescentou. O prefeito quer também estimular a criação de estacionamentos privados para ajudar o poder público a dar conta da oferta de vagas. Uma das medidas que pode vir ao encontro da demanda é o rigor na fiscalização e emissão de alvarás para novos empreendimentos, forçando-os a garantir um número mínimo de vagas como condição para instalação. “A iniciativa privada também tem que suprir parte dessa demanda, como acontece em qualquer lugar do mundo”, comentou. |