Pais antecipam compra de material escolar
Com o início das aulas se aproximando, a corrida nas papelarias para a compra de material escolar está aumentando. Os pais devem ficar atentos principalmente à qualidade dos produtos e diferenças de preços. O Procon orienta que muitos materiais não precisam ser entregues de imediato e não é obrigação dos pais comprarem produtos de uso coletivo. A variação entre produtos de marcas diferentes pode chegar a 30%. No caso do lápis de escrever, por exemplo, enquanto um importado custa R$ 0,30, o de marca nacional, R$ 1. Apesar dessa grande diferença de preço entre produtos com a mesma finalidade, o gerente de uma papelaria, Daniel Carlos Gomes, destaca que o interesse dos consumidores é primeiro na qualidade, depois no preço. Nisso a professora Leoni Padilha, 33, concorda. Como ela tem três filhos em idade escolar, foi preciso até listar aquilo que precisa levar para casa. “Temos que pesquisar para ver qual é o mais em conta, qual é o mais barato, e que tenha uma boa qualidade também”. Ela conta que algumas coisas os filhos terão que reaproveitar, como, por exemplo, a mochila; e revela que a tática adotada por ela foi de não trazê-los: “se traz, vão querer escolher aqueles mais caros e a gente já quer outros mais em conta”, justifica. Com relação ao reajuste dos materiais escolares, o atendente de outra papelaria, Cesar Victor Stacheira, diz que não houve aumento significativo e, no geral, os produtos mantiveram a mesma faixa de valor. “O que varia é com relação aos produtos importados e nacionais. Normalmente os que vêm de fora têm um preço menor, mas a qualidade do produto brasileiro ainda é melhor”. Apesar do setor não ter registrado aumento no valor dos produtos, o professor universitário Maurício Rigo, 38, sentiu os preços dos materiais do filho, de seis anos, mais caros que em 2012. “Achei mais caro principalmente lápis de cor e canetinha”, diz. Ele acredita que a lista de materiais exigidos é abusiva e que o filho possivelmente não usará tudo o que foi comprado. “Acho que a escola devia fornecer o material e cobrar junto da mensalidade. Porque se eles comprarem em grande quantidade, sai mais barato”, sugere. A realidade das longas listas de materiais também atinge a família da dona de casa Luana Moretto, 29. A filha de quatro anos vai entrar para o Maternal 5 e o custo estimado da lista de materiais que a escola solicitou é de R$ 150. Ela acredita que se a escola solicitasse os materiais conforme fosse a demanda durante o ano, não ficaria um orçamento tão pesado. |