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Município quer tornar feira do peixe mais frequente

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Ainda subdesenvolvida no município, a piscicultura é uma das atividades tidas como mais rentáveis para as pequenas propriedades – ocupa relativamente pouco espaço, e é capaz de dar um retorno significativo. Por essa razão, a Secretaria Municipal de Agricultura, em parceria com a Emater, deseja ampliar e fomentar essa ocupação em Guarapuava.

Uma das metas é criar uma feira periódica de peixes na cidade – com regularidade mensal, por exemplo, ao invés de uma única feira anual, na Semana Santa –, além de promover a comercialização por meio dos programas do governo federal de aquisição de produtos da agricultura familiar para a merenda escolar. O objetivo é viabilizar a piscicultura como alternativa de renda aos pequenos agricultores.

Uma das primeiras iniciativas foi a criação de uma lei municipal – aprovada por unanimidade da câmara no dia 19 de março –, que instala o Programa Municipal de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva da Aquicultura Familiar, e permite que a prefeitura utilize sua estrutura para promover ações de incentivo a essa atividade. Por exemplo, escavar tanques de pesca e intermediar a compra dos insumos.

“Essa lei vai nos permitir solicitar a aquisição de máquinas junto ao Ministério da Pesca e Aquicultura [que arcaria com 80% do preço], para que façamos a escavação de açudes novos, ou a adequação dos existentes, porque muitos dos que temos foram construídos nos anos 1980”, explicou o secretário de Agricultura de Guarapuava, Itacir Vezzaro. Segundo ele, a Prefeitura de Guarapuava está solicitando uma retroescavadeira e um trator de esteira para esse fim.

Em sua opinião, o interior do município é propenso à criação de peixes, havendo vastos recursos hídricos em todas as localidades. Mas além de escavar os açudes nas propriedades dos interessados, é preciso, segundo Vezzaro, realizar um acompanhamento técnico do empreendimento. “Tem que ter assistência técnica. E nisso nós temos uma parceria boa com a Emater. O produtor tem que saber o manejo correto dos tanques, a correção do solo, a adubação, o cuidado com os alevinos”.

Viabilidade

De acordo com o gerente da unidade municipal da Emater, Altair Chiorato, a piscicultura pode ser uma ocupação bastante rentável nas pequenas propriedades, desde que seja desenvolvida corretamente. Segundo ele, a experiência da Emater tem mostrado que em mil metros quadrados de água, é possível obter até duas toneladas de peixe por ano.

Contando com o preço mais baixo aplicado na última Feira do Peixe Vivo, de R$ 10 por quilo, a renda anual chegaria a R$ 20 mil. “É dez vezes o que se obtém em um hectare de soja. Ou seja, em um décimo de área de lavoura, é possível obter dez vezes mais renda com peixe, desde que se faça o manejo correto”.