TV Araucária Guarapuava - Canal 14
Facebook Twitter Youtube
Ouça Agora a Estação Araucária
busca

Estudantes de veterinária protestam no Cedeteg

foto_6049_300,225,index

No início da tarde desta segunda-feira, 22, uma manifestação realizada por alunos de medicina veterinária da Unicentro propôs a discussão sobre as condições de funcionamento da clínica escola do curso. A reivindicação é por investimentos e agilidade nos trâmites, visto que faltam medicamentos necessários para promover o conforto e bem estar dos animais atendidos.

De acordo com a estudante do 5º ano da graduação, Priscila Ikeda, 21, a manifestação foi promovida pelo Centro Acadêmico. “Desde que entrei na faculdade a situação é essa. A gente entende a burocracia que há nesses casos, mas achamos injusto que a clínica produza tanto e não tenha retorno”, disse.

Segundo ela, faltam recursos necessários para garantir o conforto dos animais, que muitas vezes utilizam medicamentos controlados que precisam ser comprados pela universidade. “Essa manifestação aconteceu para que todos saibam que estamos cientes da situação da Clínica Escola e que queremos uma resposta”, ressaltou a acadêmica.

Clínica Escola
Durante o curso, existem disciplinas em que a clínica é fundamental para a realização das atividades. Conforme explicou o diretor da Clínica Escola de Veterinária, Rodrigo Antonio Martins de Souza, as dificuldades não surgiram este ano. A clínica depende das compras por parte da universidade, e a demora para receber os itens prejudica a prestação de serviços.

“Os medicamentos que precisamos só a universidade pode adquirir, são medicamentos controlados e devem ter registro. Mas o que está acontecendo é uma situação constante. Todos os anos a clínica tem dificuldade para adquirir esses medicamentos e insumos”, afirmou o professor.

De acordo com o diretor, houve aumento no número de atendimentos nos últimos anos e, com isso, o consumo de material foi mais rápido. Medicamentos essenciais, como anestésicos, analgésicos e soro, não podem ser oferecidos e isso compromete o atendimento, levando à possibilidade de fechamento da clínica.

“Se chegar um cavalo não tem como fazer soro, então, não temos condições de atender pacientes novos. A clínica continua atendendo os que estavam em tratamento, há ainda alguns internados, outros vêm e fazem curativos, mas, em caso de acidente, por exemplo, para evitar perda de tempo no socorro, eles são direcionados para clínicas particulares”, explicou.