Com 20 anos, Conselho Tutelar ainda busca estrutura própria e melhores condições de trabalho
Um dos mais antigos do Paraná, o Conselho Tutelar de Guarapuava celebra 20 anos hoje. Contudo, apesar de ser pioneiro, em duas décadas de existência poucos avanços ocorreram em termos de estrutura e recursos humanos. Na ata de sua criação, em 1993, foram nomeados cinco conselheiros, que usariam como sede um escritório improvisado na antiga Fubem (Fundação do Bem-Estar do Menor, hoje Fundação Proteger), dividindo com a fundação inclusive os móveis existentes. E hoje, com uma população quase duas vezes maior, cinco conselheiros trabalham em uma estrutura alugada, inadequada para suas atividades. Nesses 20 anos, foram sete endereços diferentes. Além de uma estrutura própria, o CT tem outras duas grandes demandas: a garantia dos direitos trabalhistas dos conselheiros (o que já é garantido em muitos municípios) e a criação de um segundo Conselho Tutelar que ajude a atender os bairros e os quatro distritos. Atualmente, o órgão enfrenta várias precariedades. Apesar de modestas melhorias estruturais recebidas no último ano (um carro e computadores novos), os cinco conselheiros encontram dificuldade para atender toda a demanda. Segundo a presidente Adriana Fátima de Campos, os casos de crianças e adolescentes em situação de risco estão em franco crescimento – motivados em especial pelas drogas e pela evasão escolar. E diante da necessidade de ir a campo, para resgatar a criança ou entrar em contato com os pais, resta cada vez menos tempo para os trabalhos burocráticos, como os encaminhamentos à promotoria, e a papelada se acumula ao longo dos meses. “Além da delicadeza dos assuntos que tratamos aqui, que exigem uma grande seriedade, é esperado sempre um posicionamento de nós. E nós não temos dado conta, principalmente pelas dimensões e pelo grande número de escolas, colégios, creches e rede de saúde, de atender com a atenção e o respeito que a população merece”, afirmou Adriana. |