Ciclistas se queixam de ciclofaixas e pedem prudência para reduzir acidentes
Apesar de a considerarem uma melhoria indispensável à mobilidade urbana, ciclistas guarapuavanos estão descontentes com a forma com que as ciclofaixas foram instaladas em algumas vias da cidade. Em especial, na avenida Manoel Ribas, onde a mudança causou polêmica também entre os motoristas e empresários há pouco mais de um ano. Para a autoridade municipal de trânsito, os dispositivos são adequados, e a causa principal de acidentes é a imprudência. Na opinião do vicepresidente da AGC (Associação Guarapuavana de Ciclismo), Paulo Sergio Cavalheiro, as pistas exclusivas dos ciclistas foram feitas de forma que eles se expõem muito ao trânsito enquanto trafegam pela avenida, principalmente ao passar pelos cruzamentos. A situação inclusive causou a morte de um ciclista no último sábado, 27, quando ele pedalava na rotatória da avenida Sebastião de Camargo Ribas e foi atingido por um caminhão. Para Cavalheiro, a ciclofaixa deveria ter sido construída no canteiro central da avenida, e não em suas margens. “A ciclofaixa fica ao lado do estacionamento dos carros, onde há risco de acidente, porque tem veículos entrando e saindo. E como a proteção [os tachões] é baixa, tem motoqueiro andando ali. É um grande atrativo para acidentes”, afirmou. “Se é para ter ciclofaixa, tem de ser exclusivamente do ciclismo”. Além disso, a sinalização horizontal está desgastada em certos trechos. O vice-presidente acha que deveria também haver uma divisão mais clara entre a ciclofaixa e a pista de rodagem. Por exemplo, com tachões mais elevados, que prevenissem a transposição por parte dos carros e motos. As situações de perigo são constantes, segundo o pintor Valderi Antonio Moraes Kinopik, 24. “Todos os dias vou trabalhar e estudar de bicicleta. Vou do bairro Primavera até o Santa Cruz, e sempre passo por aqui [avenida Manoel Ribas]. Essa parte é muito perigosa. Assim como próximo à Pérola do Oeste, ali é muito perigoso, principalmente na hora que os motoristas estão indo embora do trabalho. Estão todos estressados e quase passam por cima da gente”, contou Melhorias Contudo, ele ressaltou que é possível fazer melhorias. Em primeiro lugar, ele acredita que é preciso educar melhor todos os condutores – inclusive os ciclistas, que, em sua opinião, deveriam ter habilitação a fim de saberem ler melhor a sinalização. Em segundo, a colocação de semáforos para os ciclistas nos cruzamentos também seria uma possibilidade, fazendo com que o tempo de passagem dos ciclistas fosse o mesmo dos pedestres, no intervalo em que os automóveis ficam parados. “Mas semáforo não é segurança. Se alguém furar o sinal, o acidente geralmente é violento”, advertiu. Proteção |