A arte de engajar sua audiência
Uma década atrás, teria sido tecnicamente impossível cidadãos comuns responderem publicamente a eventos globais e partilhar as suas opiniões tão facilmente com um público tão amplo. Mas foi exatamente isso que aconteceu. Nós estamos vivendo em um mundo dramaticamente menor e mais interligado. Praticamente qualquer pessoa, em qualquer lugar, pode amplificar suas ideias e opiniões através de ferramentas gratuitas e fáceis de dominar. Essas mudanças trouxeram novos desafios para as marcas, que lutam para encontrar o equilíbrio certo entre metas realistas e visionárias. Uma das maiores barreiras ao usar a web para o marketing é engajar as pessoas, isso porque a empatia, ou seja, uma resposta afetiva não ocorre com freqüência. Engajamento pouco tem a ver com a lógica ou razão. Você pode ter argumentos brilhantes a respeito de porque as pessoas devem se envolver, mas se você não consegue envolvê-las emocionalmente, elas não serão seduzidas. O engajamento é mais uma arte do que uma ciência, porém, podemos identificar algumas características de campanhas altamente envolventes: Transparência: a transparência tem um benefício adicional. Ela mostra uma vontade de arriscar e se envolver com seu público. Sempre haverá momentos que iremos cometer erros, mas a transparência mostra uma vontade de aceitar isso e entender que a presença nas mídias sociais oferece muitos riscos, mas também pode ser benéfica, porque as pessoas podem ver um rosto ao olhar para o seu negócio em vez de um logotipo. Interatividade: o atual ambiente da mídia social não é nada de novo, exceto, claro, pela escala e a velocidade das conversas. O cerne da mídia social não é uma mensagem de saída, ao contrário, o valor é encontrado na comunicação interpessoal. Assim, as marcas que pretendem participar destas conversas necessitam reconhecer os parâmetros e a dinâmica das mesmas, e entender que se trata de um ambiente de interatividade. Co-criação: O ato de criar algo em conjunto com os outros é algo que edifica a comunidade, a cultura (atitudes e comportamentos compartilhados dentro da comunidade) e a identidade social (nossa identidade em relação à comunidade). Co-criação é o que acontece em uma conversa construtiva. Se não houver conversa (construtiva), não vai acontecer a co-criação. Isso é o que mais e mais as organizações estão aprendendo quando exploraram a mídia social: o valor é criado nas conversas. Colaboração: Empresas e consumidores trabalhando de mãos dadas para desenvolver a marca e atingir um objetivo. Exemplo: a IdeaStorm da Dell permite aos clientes exporem suas idéias sobre os produtos e outros usuários podendo votar nas melhores ideias, que se tornam parte do processo de desenvolvimento do produto. Confiança: Como resultado da transparência, da co-criação e colaboração, a confiança é construída entre a marca e os consumidores através de um complexo processo onde as ações geradas pela organização são complementadas com as ações geradas pelos consumidores. |