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Alunos do Carneiro Martins fazem manifestação a favor de melhorias

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Os alunos do Colégio Estadual Carneiro Martins realizaram ontem uma manifestação em razão da falta de estrutura do colégio que funciona desde 1943. A última reforma aconteceu em 1999, mas um problema na estrutura em 2007 comprometeu o espaço onde funcionavam o refeitório e a cozinha, e foi preciso demoli-lo. Com isso, uma cozinha provisória foi montada num local que não oferece espaço adequado para  os alunos fazerem suas refeições de maneira adequada.

“Quem passa por perto não imagina que um colégio grande, que também oferece cursos técnicos, não tenha um refeitório onde os alunos possam sentar e comer”, afirma o aluno e presidente do grêmio estudantil, Jean Carlos Iatecoski Kintope.

Segundo ele, um pátio sem cobertura, sem bancos ou cadeiras é usado para formar a fila da refeição e também para os alunos se alimentarem. “Todos ficam em pé ou sentados no chão, comendo no sol. Ou então, quando chove, ficam aglomerados em um corredor estreito, também em pé, já que não é permitido entrar nas salas durante o intervalo”, reclama.

A procura pelo poder público, segundo Jean, já acontece há cerca de sete anos. “Todo ano é mandado um ofício, o projeto, além de fazer contato pessoalmente. Eles pedem um prazo e os alunos esperam, mas dessa última vez a gente resolveu se manifestar”.

Segundo a diretora do Colégio Estadual Carneiro Martins, Ariane Andrade Bianco, neste ano, o prazo estipulado pelo governo estadual era de que as obras fossem iniciadas até o dia 15 de março. Mas, segundo ela, os alunos já não podem mais esperar “Nós sabemos que a situação está precária, já informamos os pais e os alunos, o poder público também. Os alunos são os mais prejudicados, tanto que estão indo atrás desse direito”, explica.

Fila

Outro problema relatado por Jean, é que muitos alunos não conseguem ter acesso ao prato do dia porque as filas ficam muito grandes, e os dez minutos de intervalo acabam sendo insuficientes. “Às vezes está na metade do recreio e a fila ainda está gigante. Repetir é quase impossível”.

Para tentar amenizar o problema, os professores estão finalizando as aulas cerca de 4 minutos mais cedo, mas para Jean isso não resolve o problema. “A questão é a quantidade de funcionárias para servir os alunos. São apenas duas pessoas trabalhando. Quando uma fica doente, é pior ainda. Eles [a direção] precisam chamar uma das ‘tias’ da faxina para ajudar”, reclama.

Novos prazos

O chefe do Núcleo Regional de Educação, Valdir Kukelcik, informou que já encaminhou novamente o projeto ao MEC, e que o atraso aconteceu devido a erros contidos no que foi enviado anteriormente. “A obra já era para ter saído. Quando o projeto foi mandado ao MEC, continha uma série de erros, junto com outros cinco projetos no estado. Mas foi arrumado e voltou para Brasília. Agora ele vai entrar em processo licitatório, e passar por uma readequação de valores. Até junho a licitação irá sair e a obra, até o final do ano, vai começar”, afirmou.