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Atual sede da associação de catadores é imprópria para atividades de separação de material

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Na primeira semana de janeiro chegaram a Guarapuava 40 carretas bitrem carregadas com lixo reciclável. O material teve origem em Londrina, de uma cooperativa de coleta que teve sobra na produção e não teria capacidade de separar tudo. Por essa razão, a carga foi enviada com frete pago à ACPG (Associação de Catadores de Papel de Guarapuava).

Para os trabalhadores da associação guarapuavana a doação foi bem-vinda, uma vez que a coleta seletiva ainda não funciona adequadamente no município, e dificilmente se consegue reunir tamanha quantidade. Para dar conta da demanda, foram contratados mais 15 funcionários no último mês.

Porém, com essa doação, dois problemas bem conhecidos pela associação se tornaram mais evidentes: primeiro, a falta de estrutura da ACPG para armazenar os materiais recicláveis, uma vez que o barracão, que fica dentro da pedreira municipal, pátio administrado pela Surg, é muito pequeno; e, segundo, a incompatibilidade das atividades da Surg com a dos catadores, que dividem o espaço de trabalho.

Pelo fato de o barracão ser muito pequeno, grande parte do material fica exposto ao tempo, de forma que o vento muitas vezes carrega parte do lixo para a vizinhança. Além disso, pela falta de acondicionamento, existe a presença de ratos e cobras, que se aproveitam do acúmulo de material.

“É uma situação praticamente subumana, com esses lixos expostos ao tempo, e não tendo uma estrutura adequada para esse pessoal trabalhar”, disse o presidente da Surg, Fernando Damiani. “Além disso, nós não podemos misturar esse pessoal, que é de uma associação, junto com os nossos funcionários da prefeitura”.