Na conjuntura política atual e considerando que não haverá dissidentes, o prefeito eleito Cesar Silvestri Filho (PPS) terá a tranquilidade de governar com a maioria dos vereadores a seu favor. A bancada de situação, composta pelos partidos que apoiaram sua candidatura, ocupará 13 cadeiras. A oposição terá oito representantes, mas não há garantia de consenso entre os membros.
Além do PPS, outras 12 legendas sustentaram a “Aliança para o Progresso” que elegeu Cesar Filho e Eva Schran (PHS) para a Prefeitura de Guarapuava. Do total, seis partidos conquistaram cadeiras no Legislativo municipal. O PPS terá cinco vereadores e será a legenda com maior representação. O PSD terá três cadeiras, o PHS duas e o PR, o PRB e o PSB uma cadeira cada.
Esses 13 devem ser favoráveis às proposições do Executivo, garantindo a aprovação da maioria dos projetos de lei da prefeitura. Pode ser que, no decorrer do mandato, os interesses políticos modifiquem posicionamentos. No cenário atual, entretanto, Cesar Filho terá tranquilidade para governar, principalmente por causa da heterogeneidade da oposição.
A bancada contrária será formada por oito vereadores de cinco partidos diferentes. No que diz respeito ao PP e ao PSDB – o primeiro com dois vereadores e o segundo com três, totalizando cinco – o entendimento é dado como certo. Há quase oito anos, o atual prefeito Fernando Ribas Carli (PP) tem como vice o médico Jorge Massaro, filiado ao PSDB.
Por diversas vezes durante a campanha, os membros das duas legendas declararam que a parceria era forte e duradoura. Com base nessas declarações e no histórico político, a conjuntura deve se manter nos próximos quatro anos. Os três oposicionistas restantes, entretanto, podem não se entender.
A coligação “Bons Ventos Guarapuava” apoiava a candidatura do atual vereador Antenor Gomes de Lima (PT) a prefeito e era composta pelo PT, PTC, PMDB e PTB. Apenas o último não conseguiu uma vaga no Legislativo. De acordo com Antenor, o vereador petista permanecerá firme na oposição.
Mas o presidente do PMDB, Severino Dourado, foi mais ameno. “Nossa orientação é que siga na oposição. Uma oposição sem críticas infundadas, mais de críticas construtivas, para procurar semear por Guarapuava”, declarou. Severino acredita que pela quantidade de oposicionistas, será difícil contrariar de forma ferrenha. “Dá para fazer uma oposição para não ficar um governo ditatorial”.