Justiça acata denúncia contra ex-funcionários da Unicred
O Ministério Público de Guarapuava pediu à Justiça, abertura de processo contra a ex-gerente da Unicred, Patricia Elias, e o ex-tesoureiro da Cooperativa, Júlio Cesar Ternopolski, envolvidos no Caso Unicred (Cooperativa de Crédito Iguaçu), que lesou cooperados em mais de R$ 1,6 milhão. A cooperativa atende profissionais que atuam na área da saúde. Com a denúncia aceita pela juíza Tathiana Yumi Arai Junkes, da 1a. Vara Criminal, Patricia e Julio passam a ser réus e responderão a processo por incorreram nas condutas tipificadas no artigo 155, parágrafo 4º., Inciso II (mediante fraude e abuso de confiança), por 408 vezes, combinado com o artigo 71 (quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes da mesma espécie), ambos do Código Penal. O próximo passo agora é o direito de resposta por escrito que deverá ser apresentado pelos advogados de defesa. “Eles (Patrícia e Julio) ainda não foram intimados”, disse o criminalista Miguel Nicolau Junior, que auxilia o advogado Emerton Lacerda Fonseca na defesa de Júlio Cesar Ternopolski. As testemunhas de defesa e de acusação também serão ouvidas. Ainda cabe recurso. O CASO Retirando pequenos valores de várias contas por um período médio, levantavam significativos valores mensais que eram sacados indevidamente por eles. Conforme o advogado-chefe da 14ª Subdivisão Policial Ítalo Biancardi, por ocasião da prisão preventiva de Patrícia e Julio em junho de 2011 os dois ex-funcionários da Unicred despertaram suspeitas dos próprios colegas de trabalho, devido a mudança no padrão econômico dos dois. “Eles eram assalariados e de uma hora para outra começaram a demonstrar um padrão econômico que não era condizente com a realidade salarial deles”, afirmou o delegado. Pouco tempo depois que o caso veio à tona a Unicred reembolsou os 14 associados que tiveram recursos desviados de sua conta entre os anos de 2006 e 2009. Unicred busca agora rever o prejuízo causado pelos acusados na Justiça. Os dois acusados do esquema já tiveram os bens e as contas bancárias bloqueadas a pedido da Justiça. Foto: Policia Civil do Paraná |