Adolescente diz que morte de Jessica não foi por causa de namorado
A polícia continua em busca de Altevir Adão Machado, 20 anos, e da sua namorada N., 17 anos, envolvidos na morte da adolescente Jessica Borodiak, 15 anos, ocorrida na noite de terça-feira (29), na saída da aula noturna do Colégio Leni Marlene Jacob, no Bairro Primavera em Guarapuava. Outras duas adolescentes foram o pivô do crime. De acordo com o advogado que assumiu a defesa de J.M.O.P, irmã de Altevir, o criminalista Miguel Nicolau Junior, no depoimento de sua cliente, 14 anos, na Delegacia de Polícia de Guarapuava, ela disse que não tinha amizade com Jéssica, embora uma não gostasse da outra, pelo simples fato de se “acharem metidas, nada tendo a ver com namorado”. Em relação a G.A.N, a outra adolescente envolvida, a depoente disse que Jéssica passou a se implicar com ela por causa da amizade entre ambas. O relacionamento tumultuado entre as três se agravou quando na semana passada J.M.P.O e G.A.N foram ao colégio com tranças nos cabelos. De acordo com J.M.O.P, Jéssica “começou a zoar e dizer a outros alunos que deveríamos aprender a fazer tranças”, disse a adolescente durante depoimento ao delegado-adjunto da 14ª Subdivisão Policial, Alisson Henrique de Souza, às 10h26 de ontem, quinta-feira (1º). Segundo a menina, as provocações continuaram quase que diariamente. Um dia antes da noite do crime as três adolescentes se encontraram no banheiro do colégio quando Jéssica teria chamado G.A.N de “seca”.
Foi então que G.A.N telefonou para a cunhada N., que não estuda no Leni Marlene Jacob, e “pediu que esta fosse até a escola para não deixar que acontecesse nada para ela”. Logo após o sinal de saída, a adolescente contou à polícia que ela e G.A.N foram surpreendidas por Jéssica que estava acompanhada de uma amiga e que a vítima a agarrou pelos cabelos empurrando-a para trás. Foi quando N. entrou na briga. O bate-boca e as agressões mútuas continuaram até que N. se aproximou de Jéssica e aparentemente a atingiu com um soco no peito. Em seguida N. pegou a mochila que estava no chão e antes de correr gritou “corre”. G.A.N perguntou por que? “Corre porque eu furei ela”, respondeu N. Segundo Miguel Nicolau Junior, durante todo o depoimento a sua cliente demonstrou tranqüilidade. “Em nenhum momento houve algum alteração” disse o advogado à RSN na tarde desta sexta-feira (02). De acordo com o advogado, a menina mora com o pai, que é pedreiro, enquanto a mãe trabalha em Curitiba como doméstica. J.M.O.P e G.A.N continuam na Cadeia Pública de Guarapuava. “Devem ser encaminhadas para um educandário” acredita o advogado. |